Ju Vibes no Youtube

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Eu bem disse que haveriam novidades em breve por aqui. E ei-las então:
Outubro será um marco importante, porque há muito tempo que pensava dar este passo e acabei por hesitar, ora por falta de tempo, por vergonha, por receio e outros tantos motivos infundados. A verdade é que sempre editei vídeos caseiros para uso pessoal (antes mesmo de o youtube sequer existir (!). Tenho, por isso, autênticas pérolas em que fiz uma tour à minha casa com apenas 8 anos ou em que filmei coreografias da Britney Spears!). Afinal, há recordações que quero continuar a preservar para além do formato fotográfico, e como tal, matutei e pensei: "Porque não transpor isso para um canal de youtube?!". Não foi um processo fácil, o de decidir, porque nem sempre me identifico com uma maioria do conteúdo presente na plataforma. Mas depois de descomplicar um pouco apercebi-me de que este canal será meramente um complemento ao blogue, e que refletirá as boas energias que tanto quero emanar. Irei cingir-me às minhas paixões, pelo que as temáticas serão semelhantes, à base de viagens, dicas, reflexões, decoração, alimentação, etc. No fundo, será uma mixórdia de tudo e mais um pouco, agora com um maior dinamismo.
Não pretendo deixar a escrita para trás! Inclusive, espero trazer mais gente para o mundo dos blogues! Temos tantos e tão bons! Até lá, é favor de aguardar pela próxima sexta-feira. Será a grande estreia! Espero que gostem e que fiquem por aí!

Das tardes pela Baía do Seixal

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Tenho saudades de correr com esta vista no horizonte. E sempre que lá regressar irei-me recordar de uma fase muito positiva da minha vida, em que abri os olhos para realidades tão diferentes da minha e amadureci. Recordo-me de pensar que, ainda assim, todos nós assistimos ao mesmo pôr-do-sol, o que tem tanto de triste como de reconfortante.

Uma nova realidade.

Há dias em que me apetece escrever só porque sim, porque adoro fazê-lo (...)! É este o real motivo pelo qual tenho um blogue que gosto, e que tento o quanto me é possível, de actualizar. Acabo por priorizar temáticas como o cinema, restaurantes, viagens, e alguns textos em modo de desafio. Gosto igualmente de o fazer!. Não é, porém, o que me motiva a manter um cantinho online para quem assim o desejar ler. É apenas algo mais fácil de expor ao mundo. Mas, como bem o dizia, há dias em que os dedos fervilham e que só acalmam quando se traduzem em A mim este fervilhar aconteceu em pleno descanso durante um turno nocturno.

Tenho pensado muito ultimamente. Ando mais introspectiva do que o habitual. Ao ter que me integrar num novo ambiente (comecei a trabalhar como enfermeira numa unidade de cirurgia oncológica) surgiu um novo desafio à minha identidade: o ser profissional sem deixar a Ju brincalhona de lado. Ainda me estou a habituar a que me chamem por enfermeira Joana e à vida em função dos turnos.
O tempo ajuda e isso é já reflectido no dia-à-dia. "Dá-te tempo!" - diz o meu subconsciente.
A introspecção a que me refiro passa por uma nova realidade que tenho vindo a descobrir em mim. Já me sabia ser uma pessoa de metas, mas não tanto quanto me tenho apercebido nos últimos tempos. Não sei estar quieta ao imaginar o próximo passo: mudar de casa, um segundo emprego em part-time, prosseguir estudos ou até mesmo desafiar-me noutras paixões que até então sempre foram ocupações de horas vagas. Quero formar-me em fotografia, terminar a minha formação anterior, graduar-me em áreas como o controlo de dor ou tratamento de feridas, aprender línguas, juntar os trapos, etc. Tudo num só (!). Tenho-me descoberto um ser impaciente que deseja tudo no agora. Para já. E que exige que os outros nos acompanhem o passo ou nos deixem ir ao nosso ritmo.
Por vezes acho que quero demais, por outras acho que serei sempre assim e que talvez os outros procurem de menos. Eu sei que estarei constantemente em busca de algo. Não que isso seja fruto de insatisfação e sim de uma constante necessidade em alimentar as minhas paixões e o meu intelecto. Infelizmente, tenho observado um mundo em meu redor focado no que o outro faz, diz, veste ou pensa e não tanto no seu percurso de vida. Com o umbigo, talvez sim. Mas isso implica um olhar cabisbaixo e uma visão limitada.
Apontam-se críticas sem uma auto-análise prévia e tristemente constato que tal é mais comum por entre nós, as mulheres. Onde está o feminismo afinal? O dito girl power? No papel!? Nas contas de Instagram!? (...) Naturalmente, coloco-me de parte e concentro-me nas tais metas, pois eu não sei estar por entre conversas sem conteúdo, porventura maliciosas (ainda que ocultas em humor e sarcasmo) e com dúbias intenções, embora muitas delas não passem de comentários sem uma acção inerente. Mas a energia que as pessoas emanam pode ser pesada ao ponto de repensarmos as muralhas que criamos. Passamos então a ocultar-nos em múltiplas camadas (pois ninguém gosta de se sentir exposto), as quais vamos despindo consoante a pessoa que se nos apresenta. E esta cautela deixa-me desiludida.

Mas nem tudo é mau (...) A maturidade e a experiência faz com que esta nova realidade seja vivida com uma segurança maior. Aprendi a fazer ouvidos moucos quando assim tem que o ser (para quê chatices?) e a seguir o meu caminho. Chamo isto capacidade de selecção.
Nós temos sim o poder de escolher o que nos afecta e de não permitir que o barulho de fundo ofusque algo de tão bom: ser quem sempre quisemos ser. Sem conter ou omitir partes de.
Há que manter o foco e acreditar que há quem, tal como tu, pratique as boas energias e as regenere a cada dia com os seus. Focado nas suas metas de vida e não perdendo o seu tempo atento à vida dos outros ou receando críticas.

The 100

Desde que comecei a trabalhar por turnos que o tempo livre tem sido pouco ou insuficiente para o que eu desejaria!. Ainda me encontro num período de integração, o que inclui adaptar-me igualmente a um novo padrão de sono!. Creio que esteja a ter sucesso ao conciliar a minha vida profissional e pessoal. O blogue é que já teve os seus melhores dias, o que pretendo reverter o quanto antes. Nos entretantos, tenho vindo a acompanhar uma nova série por recomendação do maior nerd de todos os tempos : o papa-séries do meu namorado.
A série The 100 nunca seria uma escolha minha pelo trailer. Ainda assim, dei-lhe uma oportunidade por insistência dele.
A série retrata o fim da vida na terra, pelo que durante 96 anos a espécie humana habita no espaço em união e segundo regras restritivas que lhes permitem manter a sobrevivência no espaço (!) Ao se prever um prazo de viabilidade para a manutenção dos níveis de oxigénio, cem jovens - tidos como deliquentes ou foras da lei - são enviados para a Terra. Pretendia-se saber se a mesma seria habitável depois de uma explosão de radiação a ter destruído.
Este é, portanto, o argumento essencial da série. A primeira temporada acompanha a chegada do grupo ao solo e as adversidades que os fazem acompanhar, pois afinal não estão sozinhos como pensavam e se defrontam com os chamados "Grounders".
As restantes temporadas traduzem-se num continuar de uma luta pela sobrevivência, à qual se juntam os restantes elementos da arca espacial. É até difícil descrever o culminar de tantos episódios! Contudo, em todos eles se destacam personagens femininas em posições de liderança, bem como se procede a uma evolução das personagens a cada nova temporada. Não há maus nem bons da fita. Há escolhas e contextos. E este é o grande ponto positivo da série (!). É uma série detalhista, com muitas personagens, tendencialmente direccionada para o público mais jovem, e por vezes, pesada. Os episódios são longos (cerca de 40 min), pelo que é uma série para se ir assistindo com calma e intervalada com outra mais leve. Uma comédia, talvez.
Ainda assim, é uma série que recomendo pela sua intensidade e se encontrar bem classificada (7,8/10 pelo IMDb). Ainda me encontro na quarta de cinco temporadas, e até então a minha personagem preferida é Olivia Blake pela sua metamorfose!. Começou por ser um dos elementos mais frágeis e sensíveis do grupo, mas tornou-se numa guerreira sem igual. Apaixonou-se por um Grounder - Lincoln, o que a manteve curiosa pela sua cultura. Aprendeu a falar a sua língua e a lutar pelas suas convicções. Sei que as próximas temporadas lhe darão mais destaque, pelo que irei manter-me cativa na continuidade desta série.

Porque gosto de ter um cabelo à Pocahontas?

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