A Star is Born

Antes demais, deixem-me que comece esta publicação com uma pequena reinvindicação: os preços dos bilhetes estão carissímos! Já são sete euros por adulto! Sete! Dito isto, são muito raros os filmes que me convencem a deslocar-me às salas de cinema nos tempos de hoje.
Prefiro o conforto do sofá, o aconchego de uma manta e o meu abraço preferido. O dele. Vá, permitam-me ser lamechas, também.
Muito ouvi falar deste filme (!). Ora aqui, na blogosfera, por entre amigos, ora em conversas de café. Não sei se tamanha publicidade ao mesmo se deveu à natural curiosidade da participação da celébre Lady Gaga e da sua parceria com Bradley Cooper!. Foi quase como que uma troca de campos profissionais. Ela estreia-se enquanto atriz e ele enquanto cantor (segundo os meus sigelos conhecimentos). E vai dai, meio mundo ficou com a pulga atrás da orelha. Eu inclusive!. E, como tal, cometi a pequena loucura de me enfiar, em pleno feriado, no centro comercial do Colombo. Se valeu a pena? Ainda estou a ponderar.
Quanto ao filme em si, a novidade é pouca tendo em conta que se trata de um remake de um filme que data dos anos cinquenta e tantos. É, por isso, um argumento muito previsível. O que lhe dá corpo é a banda sonora e a excelente interpretação das personagens principais.
A Lady Gaga ganhou pontos e Cooper também. O filme, em resumo, vale por isso!. Já o argumento é, a meu ver, fraco. O que me agradou foi o propósito na abordagem do filme. Trata-se, no fundo, de uma critíca à indústria musical. Uma crítica ainda cruelmente actual, em que o sucesso exige uma desporsonalização do artista dotado de talento. Se bem pensarmos, a própria Lady Gaga iniciou a sua carreira de forma bem diferente. Lançou um disco com o seu nome veridício e só quando deu nas vistas com a sua excentricidade, vestida com bifes e afins, foi notada. Primeiro pela estranheza, depois pela voz. Agora sim vemo-la sendo quem é verdadeiramente, e não tanto um mero produto. Sim, um produto que gera dinheiro para terceiros. Agora imaginem como se sentirá um ser humano quando é forçado à mudança extrema perante um sonho? Haverá só um caminho até lá? Será por isso compreensível que tantos artistas terminem as suas vidas de forma abrupta, ou se tornem alvo de consumos tóxicos, quando acabam por viver um sonho que já não lhes pertence.
Neste sentido, achei o filme pertinente e interessante (...). Talvez ganhe algum destaque em termos de banda sonora nos óscares!, mas de resto creio que não vá por aí além. Sinceramente.
Veremos qual será o próximo filme que me tira do sofá. Logo agora que ando a averiguar a compra de um novo! Ahah!

2 comentários:

  1. Bah, não o assisti ainda mas estou louca pra ver!
    Adorei teu cantinho,, suas resenhas são bem boas!
    Peço que visite meu blg e o siga caso goste!
    Grande abraço!

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  2. Concordo tanto contigo! Para começar, com o abuso a que estão os preços dos bilhetes ahah e depois com o facto do filme não ser "o ganhador de todos os Óscares" como já ouvi dizer. Eu gostei do filme, mas muito sinceramente achei-o previsível...

    Beijinhos, Catarina | Blog // Instagram // Facebook // Bloglovin’ // Youtube

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