Porque gosto de ter um cabelo à Pocahontas?

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aqui vos contei algumas das minhas peripécias com o meu cabelo. Já o tive curto, encaracolado, liso, mais claro e até preto. Considerei o rosa, mas creio que descolorar o meu cabelo é uma linha que não irei cruzar tão cedo!. Receio estragá-lo com tanto alisamento e tintas.
Por enquanto, vou ficar-me pelos castanhos escuros e as suas variantes, sabendo que tenho que cuidar muito bem dele!, desde a raiz até às pontas. Com o tempo aprendi a cuidar do meu cabelo com mestria e recorro a alguns produtos que me são já habituais. Embora goste de experimentar novos produtos, há alguns que acabo por repor sempre que acabam. Afinal, são os meus queridinhos! Poderei partilhá-los por aqui, caso o desejem! É só uma questão de tempo e de coragem, confesso. A minha praia é a fotografia, as viagens e as publicações sobre restaurantes, bem como a escrita pura e crua. Mas talvez esteja na hora de arriscar tanto quanto arrisco no meu cabelo.
Retornando ao assunto central, o meu cabelo está prestes a alcançar o seu record de comprimento. Está de momento a bater bem ali no fundo das costas! Podem imaginar-me a dar pulinhos de alegria (!). Desde que o cortei radicalmente pelos ombros há dois anos atrás que jurei que nunca mais o deixaria tão curto. Não condiz comigo, para além de que considero que seja mais difícil de cuidar! Sim, para mim é! Porque a leveza de um cabelo tão poroso e fino como o meu dá-lhe volume a mais, e puuufff! Com ele comprido, sei como o moldar ao meu jeito, ainda que sejam frequentes as seguintes questões:

As minhas primas mais novas divertem-se a fazer-me penteados e tranças e entitulam-me de pocahontas. Algumas delas, porque ao que parece estamos a perder os clássicos da Disney. Há quem me chame de Elsa em versão morena. O quê?!

Mas em resumo, há 6 motivos pelos quais eu adoro e não abro mão de ter o cabelo comprido:

Não descuidem o poder que o cabelo tem na nossa auto-estima enquanto mulheres.
Na minha acredito que tenha uma contribuição elevada. Porventura até exagerada. Se o meu cabelo está num dia não, eu talvez também o esteja. Ultimamente tal é raro, pois ter um cabelo comprido é o meu ideal de beleza e, em parte, de atratividade, pois ao gostar do que vejo ao espelho sinto-me mais atraente (!). Em nada os outros cortes de cabelo traduzem o contrário!. Está provado que há quem consiga sensualizar com um cabelo curto. Simplesmente não é algo com que eu me identifique. No fundo, sinto-me mais confiante assim!


Ora, ter um comprido comprido é, como disse, mais fácil de cuidar, no meu caso em particular. Contudo, exige que se tenham cuidados extra, sobretudo ao nível de hidratação, ao pentear e secar. Acabei por ganhar gosto e isso alargou-se a outras áreas do mundo da beleza!. É que quando gostamos tanto do nosso cabelo, começamos a pensar que talvez mereça uma maquilhagem a condizer e por aí adiante.
Não há mal nenhum em nos assumirmos como vaidosas, certo? Eu cá levanto a mão - ainda que tenha os meus dias de preguiça.


Adoro fazer mil e um penteados. Tranças são as minhas preferidas e recentemente aventurei-me na ondulação com o babyliss (!). É bem mais fácil com ele assim ao comprido. Não tenho o mesmo jeito para domar os penteados para cabelo curto, ainda que seja possível.
Gosto também de recorrer a lenços e de usar brincos gigantes. Reparei que tendo a usá-los mais com o cabelo assim.
E à parte disso, vai-se ganhando uma mania de estar sempre a mexer no cabelo. Para alguns é irritante, para mim é relaxante!


Poderá parece-vos um motivo estupidamente estranho. Mas é verdade! Gosto de o sentir lá. E o bater nas costas consoante o meu andar é reconfortante, ao ponto de me sentir mais protegida. Aahaah! Do frio certamente que estarei! (...) Quando o tinha curto era frequente arrepiar-me com o toque de alguém nos meus ombros ou pescoço. Agora parece que se cria uma barreira. Estranho, de novo, eu sei.


Esta é uma brincadeira comum entre a minha família. Sou a pocahontas aqui do reino e tudo quanto é pequenada gosta de brincar com os meus longos fios (!). Ora, acontece que no meu último estágio senti que o meu cabelo chamava a atenção quando entrava nas salas das escolas pré-primárias e primárias, a par das minhas sessões de educação para a saúde. Quando me perguntavam o nome eu dizia que era a Pocahontas e isso gerava ali uma conversa de tira-teimas nos primeiros 5 minutos. Era um quebra-gelo que me permitia ganhar-lhes a confiança e transpor para outros assuntos.


Não seria a primeira vez que alguém me descreve como "Aquela rapariga pequenina com os cabelos compridos!". Já a minha mãe chama-me de tapete voador (um aparte, ela foi cabeleireira e está sempre pronta para me cortar as "pontinhas"! Eu fujo!).
É, assim, uma das características físicas que melhor me define e com a qual eu orgulhosamente me sinto bem. Isso e a minha altura.

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