Victoria, a vida de uma rainha.

Eu bem sei que recentemente tenho publicado aqui menos do que gostaria e quando o faço opto por temáticas relacionadas com cinema e séries, o que tem explicação. Muito do meu tempo, enquanto aluna finalista de licenciatura, é passado entre livros, artigos e afins.
Mil e um afazeres que na hora de colocar a cabeça na almofada me impedem de adormecer (!). Para me entreter até ao sono chegar, opto por assistir a mais um episódio de uma dada série. E sim, a série do momento também se trata de uma biografia histórica! Eu avisei-vos de que era realmente uma preferência minha. Desta vez, o Picasso ficou arrumado a um canto - não é uma personagem tão interessante quando a emblemática Rainha Victoria do Reino Unido, cujo reinado acompanhou grande parte do século XIX aquando a Revolução Industrial. Ascendeu ao trono em circunstâncias peculiares após a morte do seu tio que não tinha descendentes legítimos. Assim, com apenas dezoito anos foi coroada e a série acompanha o seu desenvolvimento enquanto jovem insegura, habituada a viver em clausura, os conflitos com a sua mãe, o seu casamento com o príncipe Albert da Alemanha, a história de amor que se propiciou (!) e a parceria que ambos estabeleceram ao longo da vida, no decurso de mais de sessenta e dois anos de reinado, constituindo o segundo maior da história da monarquia inglesa (...), tendo sido a primeira rainha a comemorar o Jubileu de Diamante.
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A bem dizer, foi esta ligação entre Victoria e Albert, pouco recorrente em casamentos por arranjo e de comum acordo entre famílias de linhagem nobre, que me conquistou. Eis uma das passagens do diário da rainha que o assim comprova: "Nunca, nunca passei uma noite assim!!! O meu querido, querido, querido Alberto (...) o seu grande amor e afecto fizeram-me sentir num paraíso de amor e felicidade que nunca pensei alguma vez sentir! Segurou-me nos seus braços e beijá-mo-nos uma e outra e outra vez! A sua beleza, a sua doçura e gentileza - como posso agradecer vezes suficientes ter um marido assim! (...) ser chamada por nomes ternurentos, que nunca me chamaram antes - foi uma bênção inacreditável! Oh! Este foi o dia mais feliz da minha vida!". A rainha começou a escrever com apenas 13 anos e continuou a fazê-lo até praticamente à data de sua morte. Sempre foi o seu desejo que os diários fossem publicados, pelo que agora é possível de os consultar online após vários anos com acesso restrito a historiadores e biógrafos no Castelo de Windsor.
 É, no fundo, uma série para amantes de história e de romances, com uma leveza que no faz querer mais e mais. Faz-nos acreditar que há amores assim. Duradouros (...), de tal forma que duas pessoas se tornam uma balança que se vai equilibrando por entre muita teimosia e ajustes. É um amor real e não me refiro a coroas e afins!. Refiro-me antes a um desses amores que nos fazem arrepiar por ultrapassarem tudo. Por isso, recomendo que dêem a esta série uma oportunidade, e verão que irão querer aguardar pela terceira temporada enquanto ponderam assistir a mais séries do género. Eu cá irei prosseguir com a The Crown. O que vos parece?

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