Coco, o filme.

  Agora que me encontro de férias tenho dedicado algum do meu tempo a ver filmes. A lista é extensa e este era um dos que surgiu como sugestão. Sem saber bem ao que ia, confesso que as expectativas eram baixas. Um filme semelhante a um outro que me recordava de ter visto no ano passado, de nome "O livro da vida", o qual retratava o tão conhecido feriado mexicano dedicado aos dia dos mortos. É uma cultura que me fascina particularmente pelas suas crenças para com os entes queridos que partiram.
  Coco foi uma surpresa porque expôs a temática de uma forma completamente diferente. Sendo um filme de animação, estará sempre subjacente uma lição. O que eu não esperava era que a mesma me deixasse com os olhos em água e a soluçar. Não foi bonito de se ver!
    🎬 Miguel Rivera é um menino de doze anos, que vive em Santa Cecilia, juntamente com a sua família tipicamente mexicana. Miguel deseja ser um músico famoso, tal como o seu falecido ídolo Ernesto. Contudo, ele precisará de confrontar a sua família que desaprova o seu sonho e proibe qualquer tipo de contacto com a música, devido a um desgosto amoroso que data do tempo da sua tetra-avó, Imelda. O seu marido partiu em busca de uma carreira musical e nunca mais voltou, ficando sozinha com a filha, Coco - agora Bisavó de Miguel. Determinado a seguir o seu coração, ele acaba por desencadear um feitiço quando tenta participar num concurso de música na praceta da aldeia, em pleno dia dos mortos. Acaba acidentalmente transportado para uma outra dimensão na busca pela seu tetra-avô, que ele pressupõe ser Ernesto. As aventuras sucedem-se na terra dos mortos. Miguel vê-se em apuros com Imelda, a grande matriarca, por ter quebrado o seu retrato do memorial da família, impedindo-a de fazer a passagem para o mundo dos vivos num dia tão especial como o dia dos mortos, no qual os mexicanos acreditam que estes os podem visitar. Acaba por encontrar Héctor que o ajuda na sua demanda e... mais não poderei dizer. Somente acrescento que o fim é envolvente. Prometo que se irão comover, especialmente se forem como eu que têm um particular afecto por... bem, vocês terão que ver.

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Não se trata de um simples filme, e sim um dos melhores que vi nos últimos tempos dentro do género de animação!. A Pixar esmerou-se desde o Inside Out (ao qual também faço uma vénia)(!). Arrisco-me a dizer que este o supera, porque aborda uma temática que se foca na família e na importância de cuidarmos das pessoas que ainda estão por cá, ainda que possam ter perdido as suas capacidades. Ensina a valorizar a velhice e isso é, infelizmente, algo que vejo ser constantemente descuidado nos países ditos civilizados. Em Coco há algo que nos toca o coração e nos põe a mão na consciência. Intenso e culturamente bem conseguido, é um filme que não podem perder!

1 comentário:

  1. Quando o acabei de ver, abri o blogger e vi o teu post. Parecia feito. Não tirava, nem punha, uma palavra na tua review. Acabei o filme lavada em lágrimas e a avalanche começou a meio. É tão entusiasmante e envolvente. Rapidamente nos identificamos com o Miguelito e nos deixamos levar pela sua luta e conquista. É tão importante cuidarmos da nossa família. Foi mesmo isto que disse quando amigas me perguntaram dobre que falava: sobre a importância da família e de cuidarmos uns dos outros.
    Às vezes, lembrar e acarinhar é tudo.

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