Natal em Óbidos.

O mês de Dezembro foi uma autêntica correria por ser coincidente com o final do semestre, com aulas e entrega de trabalhos (nos quais eu tendo a dar o litro em prol das boas notas, as quais são sempre um dos meus objectivos), intercalados com os turnos do último estágio em contexto hospitalar. Já vos disse que me encontro a estagiar numa unidade de cuidados intensivos?(...) De momento encontro-me de férias, na recta final, a preparar-me para um retorno em que terei que provar o que sei, mais uma vez. 
Ainda assim, foram dias de equilíbrio, em que apesar de não ter escrito muito aqui (com pena minha - pois acreditem que continuo a apontar ideias num caderno e nunca lhes dou azo), me preocupei com registar os melhores momentos. Afinal, fotografar é me inato, e sempre que tenho um pretexto para passear opto por o fazer desmesuradamente...! Ora, foi o caso num dos passeios de fim-de-semana com o meu rapaz, que planeia a coisa ao ponto de eu só ter que me deixar ir. Se os jardins do Bombarral foram o destino anterior, desta vez fomos a Óbidos à Vila Natal. Nunca antes lá tinha ido em épocas festivas e tinha bastante curiosidade!. Chegámos a meio da tarde, com o cheiro abundante a castanhas. Pagámos sete euros cada um (por adulto) e pudemos desfrutar de todo o espaço, sendo que apenas uma pequena parte é paga - a que é exclusivamente dedicada à vila natal em si, ainda que todo o interior das muralhas do castelo esteja decorada, com lojas artesanais abertas, bem como restaurantes, bares e cafés.
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Por cada recanto encontram o logótipo da Coca-cola, marca patrocinadora. Poderão encontrar duendes a fazer publicidade à mesma, com músicas e coreografias, de forma estridente e engraçada. Eu fugi deles.
E já dentro da vila irão encontrar diversas actividades para passar o tempo, sendo que a sua maioria se destina aos mais pequenos, como é o caso das pinturas faciais, dos trampolins, do palco com espectáculos de sabão e bolhas, da rampa de gelo, do jogo de croquet e da casa do lago, do duelo de cotonetes e de bolas, do presépio e da visita à casa do pai natal, cuja fila estava avultada. Algumas outras actividades pagavam-se, como é o caso do carrossel e dos burros do magoito para se montar. De resto, as opções de comida eram escassas dentro do recinto da vila natal, sendo o espaço bastante mais pequeno do que o esperado. Ainda assim, é um destino que eu aconselho durante esta época, especialmente para quem tem filhos com menos de doze anos. Contudo, não tão pequenos assim, porque andar com carrinhos de bebé será um desafio durante o fim-de-semana (especialmente nestes dois últimos que se avizinham).
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O expresso de Natal é também ele uma das diversões que se paga para além do bilhete de entrada (creio que 1,50€), sendo que é um circuito pequeno, e nos meus olhos de adulta, um tanto ou quanto decepcionante. Esperava mais, mas a verdade é que é o essencial para deslumbrar os mais pequenos.
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Mas não esperem ver somente os miúdos a delirar. Neve artificial também é alvo de risos e de smartphones no ar para registar o momento. Conseguem contar o número de pessoas a fazê-lo?
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E depois de tanto vasculharmos entre filas e encontrões (estava a abarrotar de gente), optámos por nos limitarmos ao que a vila de natal proporcionava de melhor: os doces com chocolate. Um waffle com nutela vem sempre a calhar, certo? Ou um crepe, ou um Rafaello...
Ou até uma ginga de Óbidos, da qual eu não sou apreciadora. (...) Tudo o resto teria sido melhor se tivesse fechado os olhos. As castanhas foram só o aperitivo antes do jantar: uma pizza dentro do carro com vista para a ponte 25 de Abril. Não vos soa a um plano ideal, ainda que tenham que enfrentar um briol daqueles? Ultimamente o lema é nariz frio, mas coração quente.

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