Um passeio à beira-rio.

   Eu acredito que hajam convites que sejam irrecusáveis, especialmente quando te encontras de férias e sem muito para fazer - algo que me faz trepar as paredes. São estes momentos inesperados que nos conduzem às melhores pessoas, às melhores conversas e momentos... E foi sob este mesmo pretexto que, num final de tarde, fui caminhar à beira do rio Tejo (desde a Ribeira das Naus à zona do Lx Factory), sem grandes planos. Levei a minha câmara fotográfica atrás e este foi o resultado. Será para repetir, brevemente.
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Até porque tenciono passear mais por Lisboa, tendo em conta que é muito provável que os meus planos futuros a nível profissional se concretizem. Quero ter as melhores memórias da cidade que me viu nascer. Não me orgulho de a conhecer tão bem assim, pelo que já tenho agendado visitar alguns locais por esta cidade fora. Correr por este trilho é um deles. Alguém que se queira juntar? Não vale distraírem-se com a(s) vista(s)! - Trocadilho malandro! Ahah!
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E para aqueles que visitam a capital com regularidade, ou têm a sorte de morar no seu centro, talvez se tenham apercebido do quanto esta tem vindo a mudar. Mais turística, é um facto! Mas está também ela cada vez mais viva e interessante. Renovada, diria. Repleta de novos locais e programas culturais. Sobretudo, mais diversa! Agrada-me sentar-me à beira-rio e perceber que o mundo se reúne ali. Ouve-se gente de tantas origens a beber uma imperial. E como isso é bom nas circunstâncias em que nos encontramos na actualidade! Acredito que não deveriam existir fronteiras. Afinal, o que é naturalmente bom - o amor - cresce para além disso, o que nos obriga a sair da nossa zona de conforto (paralelo a lar). Não concordam?
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Deixando tamanhas reflexões para mais tarde, após uma caminhada demorada e sem pressas, retornámos ao Terreiro do Paço, subindo até aos armazéns do Chiado para jantar. (...) Entretanto, juntam-se amigos de outros amigos, a conversa flui, as gargalhadas surgem, e dás por ti a sentir uma liberdade que há muito não sentias: a de que controlas parte do que te acontece. Basta expores-te e deixares que te conheçam. Sem medo de ser demasiado faladora, ou séria, ou que me achem isto ou aquilo em prol das piadas secas que me são habituais, tais como as conversas profundas sobre a vida. Sou intensa em ambos os extremos, e depois? Começo a achar que assumi-lo sem pensar muito no depois me tem trazido as pessoas certas. Continuo a tentar melhorar em alguns aspectos: a perder o medo de me expor do outro lado da lente. Ao fotografar, considero que capto energias de quem fotografo e considero que seria importante deixar que me conheçam também assim. Em breve.
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Retorno com fotografias de outras paragens. Desta vez mais a sul, pois quando se enche um carro com quatro moças jovens, solteiras e bonitas, dá que falar. Ou talvez não. Foi uma fuga tranquila, em que pouco fotografei. Mas prometo-vos algum conteúdo interessante. O que vos parece? Alguns dirão que eu não paro quieta. Quem me vai acompanhando pelo instagram e os stories bem o sabe. Há que aproveitar enquanto posso. O problema é que isto vicia. Quanto mais conheces, mais te falta ver. Mais pessoas te convidam para ali e acolá. Faz-nos bem. Não há cursos que nos dêem tamanho banho de cultura como viajar e praticando o "ir". Voltar faz parte! Não é assim?

3 comentários:

  1. Tens uma sensibilidade enorme para a fotografia! Ainda bem que esse plano inesperado surgiu, porque, para além de ter rendido no que toca a conteúdo do blogue, parece que te fez bem... Como dizes, ir enriquece sempre!
    Beijinho*
    http://nouw.com/juu/

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    1. Nem sabes o quão vaidosa fico quando me elogiam a arte da fotografia!

      Acho que tenho vindo a melhorar (e tu bem o podes dizer, por comparação com outros blogues!)

      Espero que te faça sempre regressar.

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  2. * (Outros blogues meus anteriores a este) - ahah.

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