Um dia por Vila Nova de Cerveira.

  Quem vai a Viana do Castelo também se aventura mais para Norte. E lá fomos nós, os quatro - os meus pais e irmã (como tão raro é nos tempos de hoje), a Vila Nova de Cerveira. O dia estava terrivelmente quente. Nem uma brisa pairava no ar, pelo que as sombras da feira de sábado foram uma dádiva. Eram mais os espanhóis do que os portugueses, o que me fez sentir que estava algures no estrangeiro. Este é apenas um facto curioso, e que não seria de espantar pela proximidade com Espanha. O que mais me agrada nestas vilas pequenas é o ambiente popular. Todos se conhecem entre si. Ora basta perguntar ao moço do café por alguém conhecido, do qual mal se sabe o nome direito e que não se vê há mais de vinte anos, que este arranja forma de encontrar a pessoa pretendida. Nada melhor que as senhoras sentadas no banco do largo para se estabelecer um ponto de encontro! E voilá. Mistério desvendado!
  A vila em si é amorosa, com detalhes em cada recanto. Eu simplesmente delirei com cada uma das portas, minúsculas e pintadas com tons diferentes, com as rendas colocadas estrategicamente, sem esquecer as já comuns ruas com chapéus coloridos. Parece-me que este ano algum fornecedor de chapéus de chuva tem feito sucesso por este Portugal fora! Não concordam comigo?!
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   E apesar de a vila estar particularmente cheia neste dia de sábado, dei por mim a imaginar no quão tranquilo e apaziguador deverá ser morar num local como este em que tudo corre ao seu tempo... Naturalmente mais devagar, mas em que tudo se faz. Sem a correria do mundo urbano. Encanta-me esta paz em que sentados debaixo da árvore no largo principal se partilham histórias de um passado e se revelam segredos antigos. Agrada-me a ideia de um dia retornar às raízes e simplesmente ficar. Viver com essa tranquilidade e ocupar-me de "coisas pequenas", como passear o cão à beira-rio e adormecer no relvado numa tarde de calor. Diz isto quem por aqui anda a fazer planos para revirar a vida do avesso (ou talvez endireitá-la) e mudar-se para uma das cidades mais frenéticas do mundo. Cada vez mais real. Até lá, há mesmo que vasculhar este nosso rectângulo à beira-mar. Quero levar comigo as melhores recordações possíveis e dar a conhecer o nosso país aos que o desconhecem, nem que seja por fotografias! Considero que por muito que viaje, nunca irei encontrar um paraíso tão diverso como Portugal. No entanto, farei de tudo ao meu alcance para ter a certeza disso... viajando ainda mais!
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Próxima paragem? Que tal Braga? Ou talvez o meu Porto, novamente? Esta cidade tem um efeito íman em mim! 💬

3 comentários:

  1. Que plano tão bonito esse de valorizar cada vez mais Portugal através de várias viagens! A maior sorte do mundo para essa reviravolta na tua vida, Ju!
    Ah, e fotografias e texto irrepreensíveis, como já estava habituada desde os tempos do "Fim do Dia".
    Beijinho*
    http://nouw.com/juu

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    1. Aaiii, Ju! De Ju para Ju! Eheh!

      Adoro que me acompanhes desde então! O blogue agora está bem diferente! Mais virado para aquilo que me apaixona: a fotografia e as viagens.

      E sim, escrever faz parte de nós. Escusado será não o fazer!

      Um grande beijinho, e volta sempre!!!

      (Ainda aguardo a oportunidade de te conhecer na Invicta!)

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  2. Totalmente de acordo quando dizes que não há paraíso como o nosso país. Já visitei alguns países mas, na minha opinião, nem se comparam com Portugal.
    Nunca estive em Vila Nova de Cerveira, confesso, mas através deste post e destas belíssimas fotografias fiquei com uma grande curiosidade de visitar. :)
    Beijinho.

    http://nepheshing.blogspot.pt

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