Guimarães num dia de chuva.

Ainda na sequência da viagem de carro em família rumo ao norte, decidimos, por minha insistência, dar um pulinho por Guimarães. Pouco fotografei, desta vez. Em parte porque o meu pai é a pessoa com menos paciência para fotografias. Para ele, saber fotografar é em modo automático. "A máquina foi cara por isso mesmo! Ela sabe o que fazer!". Bem certo que apenas o diz com o intuito de me provocar. Sabe que tem o efeito contrário e que irei querer provar-lhe o quão enganado está. Faz parte da nossa relação esta nossa forma de estar e de contradizer o outro. A bem dizer, foi ele que me ofereceu a minha Canon no meu vigésimo aniversário!
No primeiro dia dirigimos até à barragem do Carrapatelo, terra onde o meu pai cresceu, sendo que acabámos por almoçar algures por lá na companhia de um amigo de infância do meu pai. A vila, outrora habitada, estava deserta. As casas já nem existiam. Recordo-me de ter uns nove anos e de visitar esta mesma vila e era completamente diferente. Existia uma igreja/capela, uma pequena piscina e até uma escola primária. Era ainda possível encontrar pontos de referência perante os quais o meu pai e tias contavam histórias. Realmente, o tempo e a natureza são soberanos, embora tenhamos tendência a nos esquecer disso.
O tempo estava estranho neste dia. Parecia um dia típico de Outono, ora frio e ventoso... Terminámos a tarde em Guimarães, sendo que retornei ao Paço dos Duques e ao Castelo, bem como caminhámos pela cidade. Foi interessante guiar a minha família aos pontos mais importantes, visto que disponhamos já de pouco tempo. No entanto, e reforçando que a natureza é soberana, ficámos aprisionados na Praça de Santiago devido a uma chuvada sem pré-aviso. Decorria um casamento nesse preciso momento, sendo que as damas de honor ficaram alagadas num tecido verde cor de pinheiro. Um espectáculo interessante de assistir!

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Após aguardarmos uns bons minutos, desistimos e lá tivemos que pedir um chouriço assado. Eu optei pelo meu sumo natural de laranja e entretive-me com as tentativas dos convidados de sair do memorial no centro da Praça, aos pulinhos. Que casamento abençoado! Mas como foi bom retornar a uma cidade num curto espaço de tempo e ter esta sensação de familiaridade. Eu cá gosto de regressos!
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Ainda para mais quando os regressos envolvem gastronomia portuguesa e família.
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Por falar em regressos, esta semana teremos publicações diárias! Ando estupidamente feliz, de férias, orgulhosa das minhas conquistas, uma vadia que não pára em casa, e que há custa disso tem fotografias cada vez mais bonitas para vos mostrar. Aguardem novidades!

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