Um dia por Guimarães II | A Cidade e o Castelo.

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Dando continuação à primeira parte da publicação (que podes consultar aqui), eis que fui direitinha ao Castelo de Guimarães, após uma visita demorada ao Paço dos duques de Bragança. Repito que este dia estava insuportavelmente quente e deveria rondar as três da tarde quando entrei no Castelo. Este estava praticamente vazio, o que constituiu um bónus. Achei-o muito simplista para o que eu esperava. É bonito, sim senhora. De fora, enquadra a cidade na perfeição. Quando estacionei o carro nas suas traseiras, fiquei abismada a almoçar a minha marmita (sou mesmo tuga!) a olhar para o Castelo. Lá dentro, pouco mais há a acrescentar. Poderão sim ver uma vista incrível da cidade e por isso vale a pena. Contudo, não é possível subir até ao ponto mais alto do Castelo. Ainda assim, na torre central (aposto que terá um nome mais técnico) está disponível uma exposição interessante, nomeadamente para os mais pequenos com uma animação em vídeo que resume a biografia do primeiro Rei de Portugal, para além de outras indicações históricas interessantes.
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 Já de tarde aventurei-me a caminhar pelo centro histórico de Guimarães, inclusive pelas ruas tidas como menos turísticas e deparei-me com recantos encantadores, onde ainda habitam vimaranenses. A cidade, apesar do dia excepcional, tem uma vida que me surpreendeu a ver pela quantidade de jovens residentes, o que parece ser uma realidade crescente no distrito de Braga e da qual eu não estava a par... Os canteiros e jardins floridos foram também uma agradável surpresa! Existe, de facto, um cuidado extremo com o aprumo da cidade, quer seja pela limpeza das ruas ou flores nas varandas, as quais são amorosas de tão pequenas e tortas que são! Aaaah, como eu me perco com estes detalhes e parece que não sou a única, porque muitos eram os fotógrafos (amadores?) que se entretinham com tais relíquias. 
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  As toalhas e lençóis pendurados nas fachadas e os candeeiros de rua fizeram-me viajar a outras épocas. Às tantas dei por mim sentada numa esplanada a comer gelado e a observar os velhotes sentados nos bancos a jogar às cartas. E deixem-me que vos diga: nunca fui tão assediada na rua como neste dia. "Oh, menina, está perdida? Eu dou-lhe uma ajudinha! Posso ser o seu mapa!", em jeito de malandrice; Ou ainda, sem tanta piada, "Esta aqui tem onde se agarrar!". Os homens vimaranenses são realmente muito... convictos e honestos. Sem papas na língua, o que pode, por vezes, ser incomodativo. Mas as vistas mais belas são as da cidade em si com destaque para a acolhedora praça denominada por praça de Santiago com as suas famosas arcadas que certamente já viram por fotografias. Futuramente terei que partilhar novas fotografias deste cantinho, ao qual retornei na companhia dos meus pais e irmã durante este mês de Julho. Um regresso abençoado com um dilúvio e que transforma por completo a cor da cidade! Ficou um pouco mais nostálgica, diria.
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💬 O largo do Toural é a praça central da cidade, onde se pode encontrar o característico mural com a frase Aqui nasceu Portugal, o que jamais poderão contestar porque correm o risco de serem expulsos. Ahahaah! Nesta praça poderão também apreciar uma das melhores confeitarias da zona de nome Clarinha que concorreu ao programa televisivo em que a Ana Guiomar era a apresentadora. Recordados?! Eu só vos digo que têm que experimentar os doces típicos da região e este é um dos melhores locais para tal, quer pela qualidade como pela simpatia! Vão deliciar-se com os pastéis com recheio de chila e amêndoa. Eu cá diria que não gostava desta combinação, mas assim que dei a primeira dentada fui ao paraíso e a minha glicémia disparou de alegria!
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Se fores também tu um grande adepto de História como eu, recomendo-te a reveres os episódios televisivos do meu professor favorito de todo o sempre: José Hermano Saraiva! Nem sabem a admiração que nutro por ele! Eu devorava os programas dele em tenra idade! Como vos disse, sou uma autêntica nerd, e continuo a achar que nos faltam mais apostas como estas! Resta-nos recordar o que é bom...
Em breve, retorno com mais diários de viagens por outras cidades nortenhas, tais como Braga e Viana do Castelo, pois estive ausente na escrita exactamente por isso: por ter retornado novamente às origens da família. Regresso cheia de fotografias e peripécias! BIJU!

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