Perdidos.

Ora viva!, a publicação de hoje é dedicada ao cinema! Uma temática que muito me apaixona e que será sempre uma constante por aqui! Aliás, se há tema a que nos deveríamos dedicar todos nós mais é à cultura e arte! Não concordam?
Eu farei a minha parte, não desejasse eu que este blogue seja muito mais do que um diário cor-de-rosa. É sim uma fonte de informação e de partilha, que eu pretendo que vos acrescente valor, de alguma forma, nem que seja pela diferença de opiniões. Vamos a isto?

Após um jantar de família, e de regresso a casa, eu e a minha irmã ao atravessar a ponte 25 de Abril colocámos a questão: "E se fossemos ver o filme Perdidos, de que toda a gente fala, ao cinema?". Assim dito, assim o fizemos. Tenho um fascínio por ir à última sessão do dia no cinema. Vá se lá saber porquê. Acho que gosto de grandes espaços vazios. Inclusive já o fiz sozinha, numa cidade que não a minha. 
Confesso que pelo trailer ia com as expectativas altas e já sabia que o filme iria suscitar uma estranheza pela semelhança com um outro que há muitos anos me recordo de ter visto na televisão, num daqueles domingos em família. Após uma breve pesquisa, encontrei o filme original, de nome Open Water 2: Adrift. No fundo, o guião é exactamente o mesmo. Trata-se então de um puro remake, embora não tenha sido publicitado como tal. Ainda assim, o filme português prima pela qualidade! O cenário em Porto Santo é encantador e um dos pontos de destaque é, para além do elenco, o bom gosto dos ângulos cinematográficos. E temos que nos orgulhar de em Portugal termos uma produção que aposta em filmes com cada vez mais conteúdo. Sim, são vários os que constam na lista. Não será por Perdidos que passarei a comprar bilhetes para assistir filmes portugueses. Foi com a Gaiola Dourada que se iniciou um novo ciclo, sem o calão ou uma Soraia Chaves nua. No entanto, em Perdidos poderão ver uma Dânia Neto e uma Catarina Gouveia nos trinques. Brincadeiras à parte, este é um filme que aconselho vivamente a assistir, em especial numa sala de cinema. Não caiam na tentação de ver o original primeiro, caso não o conheçam. A emoção será ainda mais forte e prometo-vos que irão agarrar-se à cadeira em cada tentativa do grupo para retornar a bordo do barco. Eu, não fosse a peste que sou, entornei água em cima de mim e rapei um frio no escurinho do cinema. A bem dizer, estava em sintonia com o filme. Sempre fui uma pessoa muito... empática [ e parva, também]. Pago com cada mico...

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