Vulnerabilidade.

Muito reflecti antes de sequer escrever estas meras palavras. Contudo, a temática merece um pouco mais de atenção da nossa parte.
💬Afinal, quem nunca se sentiu vulnerável? Confesso sentir-me um tanto ou quanto assim neste instante em que vos escrevo.
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     💭 Será importante pensar no significado do conceito em si. O que é ser-se vulnerável?
Se pesquisarem num dicionário de língua portuguesa encontrarão sinónimos tais como fraqueza, fragilidade, ser-se indefeso, inseguro ou instável. Resumindo, é ser-se mais propício a algo que muitas vezes é catalogado com um teor negativo. Muitas vezes questiono-me se ser-se vulnerável tem essa conotação... Poderá ser uma característica igualmente interessante no carácter de uma pessoa, embora seja necessário que se desenvolvam mecanismos de defesa. A nova questão que coloco é: então em que contexto poderemos demonstrar-nos vulneráveis sem que a sociedade nos categorize como sendo seres emocionalmente frágeis?
(E é na componente emocional que me foco aqui, pois existem diversos outros tipos de vulnerabilidade, eis como a social)
Tenho procurado as minhas respostas e reflectido bastante sobre o assunto. Sempre me considerei uma pessoa com uma personalidade forte, na medida em que tento sempre dar a volta perante situações difíceis, mantendo o equilíbrio necessário entre a razão e o que dita o coração. No entanto, nem sempre procuro vestir essa capa de pragmatismo... É bom demonstrar que se é vulnerável, que se sente, que se ama. Será verdadeiramente possível amar-se sem se ser vulnerável? Sem expormos partes de nós que nunca antes partilhámos com mais ninguém? Que beleza teria o amor se assim não o fosse? E porque não o fazemos sem receios? Porquê? Não concebo outra forma de amar que não esta disposição de entrega. De verdade. Mas para tal não será preciso uma dose de coragem extra? É que este meu jeito de amar é um abrir o peito às setas. É evidenciar ao outro que também tu tens inseguranças (quem não?) e um passado com as suas marcas. Dói, por vezes. Mas haverá dias em que as emoções têm outro sabor. Serão reais, por se conhecer o outro tal como ele o é, e deixarmos o contrário acontecer. Para quê tanto filtro? - devolvo-vos a questão. (...) Já tinham pensado nisto desta forma?

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