Music Vibes #10

Joss Stone fez parte da minha adolescência e ideal de beleza. Foi com grande surpresa que a reencontrei pelo mundo do youtube com o seu canal, por onde partilha covers com outros artistas pelo mundo fora. Sempre simpática e de pés no chão. Literalmente. (...) Vale a pena dar-lhe uma nova oportunidade, porque a voz poderosa muitos já a conhecem, mas este seu lado altruísta, maduro e curioso talvez não. Passem por lá e ora digam se não tenho razão!

You, a Série

you
  Certamente que já ouviram falar desta nova série da Netflix, não é? É a série mais badalada do momento, motivo de conversa em cafés e nas pausas de almoço. Foi assim que me convenceram a assistir à série!. "Preciso de alguém com quem discutir o fim!", diziam-me com um certo tom de urgência. Curiosa que sou, fui averiguar do que se tratava. Seria um romance ou um drama com crime à mistura?
Ambos! Pareceu-me interessante o suficiente e lá lhe dei uma oportunidade. Assistimos ao primeiro episódio e depressa passou a ser a nossa série de sofá. Demoramos menos de uma semana a devorar uma temporada inteira e mal podemos esperar pela 2ª temporada.
  A intriga fala-nos de Joe, dono de uma livraria local num bairro em Nova York, que se apaixona por uma das suas clientes, Beck - uma estudante aspirante a escritora. Desde o primeiro momento em que Beck compra um livro na sua loja, Joe fica obcecado por ela. Começa por fazer uma breve pesquisa online, através das redes sociais, a reunir dados e engendrar um primeiro encontro afável, até manipular cada detalhe da vida dela tendo por base um instinto de proteção desmedido e doentio. A envolvênvia é tal que a cada passo dado por Joe o espectador sente um misto de repulsa por este amor sem controlo. No fundo, questionamo-nos se assim será. É amor, é psicopatia, é o quê?! Invariavelmente obriga-nos a refletir sobre a exposição a que nos dispomos neste novo mundo. Ainda assim, a série foi construída para que cada personagem gerasse uma estranha empatia, seguida de uma autoculpabilização. É fácil entrar na mente de Joe, uma vez que a narrativa é na primeira pessoa, o que gera um identificação diferente do habitual. Talvez esta tida como perigosa para alguns!, que numa primeira instância poderão não gostar da série pelo seu "psicopatismo" em parte contagiante. Mas, ainda assim, há que admirar a realização por viabilizar que o espectador se sinta na pele de Joe.
  O fim, inesperado, deixou asas para muito mais. O que se segue? De momento, ainda teremos que esperar um pouco mais. As gravações ainda não acabaram e o mundo aguarda pela nova obcessão de Joe. E a nossa também!

Favoritos de Janeiro

Janeiro 2019 janeiro Janeiro 2019
Um mês de muito trabalho, muitas noites, de sonos trocados e de traçar novas metas (a dois).
  Este é o ano do blogue. Assim o delinei nas minhas poucas metas para 2019, as quais poderás consultar aqui, e acredito que assim o seja.
São já muitas as rubricas em rascunho à espera de publicação e de revisão, bem como não me faltam ideias para novos conteúdos!. Posso adiantar que os maltrapilhos irão voltar! Ainda hoje é a publicação com mais visualizações!
Afinal, é tudo uma questão de organização no que diz respeito à gestão do meu tempo livre. Apesar de me ser difícil estabelecer rotinas, uma vez que os meus dias se regem pela inconstância dos turnos, acredito que uma boa dose de empenho e de método seja a chave!. Pela primeira vez, irei apostar em publicações que me exijam uma certa continuidade e compromisso (!). Nada melhor do que me estrear nos Favoritos do Mês, em que selecciono pequenos detalhes que me foram particularmente marcantes!. Parece-me que Janeiro seja um bom mês para dar as boas-vindas a esta nova rubrica - uma das que também mais gosto de acompanhar por entre os blogues que leio.
Espero que gostem, pois dediquei-me com mimo a cada uma delas, daí a demora.

Eu saio na próxima e você?

politeama
    Eis que no mês de Dezembro do ano passado dei-me ao pequeno luxo de ir a um sala de teatro, pois lá de vez em quando gosto de matar saudades deste meu bichinho pelos palcos (!). A promoção era jeitosa (ainda que hoje em dia mais valha investir o dinheiro em Teatro do que em múltiplas idas ao cinema); por apenas trinta euros ficámos, eu e o meu moço, no primeirissímo balcão do teatro politeama. Em ativo encontrava-se a peça "Eu saio na próxima e você?!" com Marina Mota e João Baião, a qual já não está disponível (!). Em palco sobem somente os dois - eternos amigos, se não contarmos com o pianista que os vai acompanhando nas diversas cenas. Apesar de a peça já ter sido dada como terminada, seguindo-se certamente muitas outras de La Feria, considero que seja igualmente importante partilhá-la!, ora como forma de homenagem, ora de incentivo. Que não nos esqueçamos de ir mais ao teatro!
Contava com uma simples comédia (pudera com tamanhos actores!) com um toque de revista!. Tal não foge da realidade!. Acontece que a peça tem uma profundidade maior do que espectava. Ri muito! Muito mesmo! Mas também me comovi.
   A história acompanha a vida de um casal que se conhece no metro de lisboa, se casam, descasam, seguem as suas vidas, reecontram-se e se unem. Vão viajando pelo passado fazendo monólogos retrospectivos!. Ora ela, a mulher, ora ele, o marido, justificam-se com fatos do seu passado para justificar as suas perdas, dando-nos ao espectador os dois lados da moeda. Falam-se de assuntos sérios por intermédio de risadas. Com uma leveza que nos permite reflectir sobre padrões que observamos em nosso redor.
É também ela uma peça com crítica social e cultural, com muito improviso pelo meio. E nisso, Marina Mota é a rainha do palco! Saí de lá bradando aos ceús pela sua capacidade de converter uma deixa, ou um mero lapso, numa piada perspicaz. A praia de Marina é esta!
Facilmente voltaria e assistiria a esta peça uma segunda vez! Mas já não vou a tempo! Ainda assim darei mais espaço a peças do género.
Recomendam alguma no momento? Quem mais é fã de teatro por aqui?

Olá, 2019!

    Demorei um mês a reunir aquelas que seriam as minhas metas para o ano de 2019. Se até então tinha objetivos bem delineados, como por exemplo terminar o curso, agora vejo-me numa fase da minha vida em que não sei exatamente qual o próximo passo (!?). Não tenho algo em grande que tencione riscar da lista, que tenha um limite de tempo para ser concretizado. Mas tenho sim algumas metas que são objetivos de longo prazo, que serão sempre alvo da minha atenção, quer seja este ano ou no próximo e seguintes.
Contudo, há mudanças que tenciono ver alcançadas este ano. Se o ano passado foi um ano de improvisos e de grandes mudanças (mudei de cidade, de rotinas e de propósito), este ano procuro uma maior estabilidade! Quero sentir-me segura em mim e nas minhas decisões.
Quero construir uma nova base, visto que saí do pilar que sempre foi o meu - a casa dos meus pais. Confesso que pelo caminho desleixei-me em muitas daquelas que eram as minhas metas do ano passado. Foquei-me muito na minha vida académica e profissional, a qual me consumiu. Não viajei tanto quanto queria. Fui somente a Évora e ao Porto, e nem perto cheguei de um aeroporto ou do Gêres (sim, tinha o desejo de acampar por lá durante o verão, mas não parei um segundo e as minhas férias foram inexistentes). Não aprendi a tocar viola.
Nem sequer tentei para ser sincera. Não tirei a carta de mota!. Nem sequer me inscrevi numa escola de condução. E não cuidei da minha saúde como deveria. Na verdade, desinscrevi-me do ginásio, deixei de correr e de praticar yoga. Acabei por engordar e entrar no ciclo de sempre - o de não gostar do que vejo no espelho. E aliás, partilhei este texto em que reflecti sobre a minha presente baixa auto-estima e o facto de não me sentir eu, ao qual vocês responderam com uma empatia tremenda. Também não investi tanto no blogue como gostaria e dei-me por derrotada várias vezes. No fundo, não foi o melhor ano em termos de corresponder aos meus objetivos iniciais.
  Mas a vida acontece e novos quereres surgiram ao longo do ano. Mudei-me para o centro de lisboa, para um pequeno T1 com o Ricardo e o foco mudou!. Começámos a falar de decoração, de investimentos, de nomes de hipotéticas crianças e de sonhos a dois. E seria natural deixar a mota e a viola para trás! Ahah! Mas não as esqueci de todo!
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Be more concerned with your character than your reputation, because your character
is what you really are, while your reputation is merely what others think you are. - John Wooden

Para quero permitir-me pela primeira vez a relaxar e a deixar os estudos de lado. Nada de pós-graduações, mestrados, aulas e afins!.
Recusar projetos foi o mais sensato que fiz, permitindo-me a uma pequena pausa. Quero cultivar-me por intermédio da leitura, viagens e fotografia, sendo esta última uma área em que quero investir por me fazer muito feliz. Tenho já algumas viagens pensadas para breve e acredito que volte a pegar na mochila e a aventurar-me sozinha por algumas cidades europeias. Quero, sobretudo, cuidar-me melhor e ganhar rotinas saudáveis, sem pressas por resultados. Quero também abrir-me mais no mundo online com temáticas que me são de real interesse. Há que perder vergonhas e deixar de pensar nos contras e ses. Há que ser a 100% e deixar que isso floresça cá para fora (...).
  Não tenho grandes metas senão investir mais em mim e ganhar uma outra serenidade que não advenha de conquistas pessoais e sim de um crescente. Estarei mais presente no momento, sem olhar ao que terceiros pensam.
Espero que seja, de facto, um ano de calmaria, que me permita dedicar a outras paixões que sempre se ofuscaram em prol das notas, dos números ou de términos. Que seja um ano de ínicios, sem medos. Sem olhar para trás.