À caça do vestido vermelho.

Esta seria uma daquelas publicações que eu nunca consideraria fazer em tempo algum por aqui, porque não é à partida algo que reflicta um interesse meu. O foco do blogue sempre foram as fotografias de lugares que descubro na companhia da minha lente e de histórias que se sucedem durante essas aventuras, alternando ocasionalmente com outras temáticas, tais como a música, comida e afins.
Contudo, tudo o que envolva o mundo das compras, moda e seus derivados, foi ficando de parte, porque: primeiro, não sou tão dada a compras quanto isso. Sou até bastante ponderada, e só mais recentemente tenho vindo a arriscar nas escolhas que faço; segundo, nunca tinha surgido a necessidade de o fazer, com um real propósito, até então, visto que este ano sou finalista do curso de enfermagem e diz que se espera um baile de finalistas com tudo o que temos direito. Considerei não ir, porque a ser sincera não é algo que considere ser necessário para marcar esta viragem de página. O que quero realmente é ter o canudo nas mãos, por mais pragmático que possa parecer. Depois lá reconsiderei e esta é uma forma de me despedir das pessoas com quem partilhei quatro anos da minha vida. Muitos deles mais novos do que eu, imaturos, mas que os vi crescer lado a lado. Gente que será o futuro da Enfermagem e alguns deles com princípios com os quais partilho semelhanças. Como tal, aprendi a não desvalorizar etapas e festejá-las com os demais. Afinal, a experiência diz-me que poucos de nós teremos contacto próximo no futuro. Assim o foi quando saí do meu anterior curso de engenharia, embora enfermagem promova laços diferentes porque envolve emoções fortes no seu percurso.
Assim, e como vaidosa que se preze (apesar de discreta por este mundo blogosférico), já ando na pesquisa online pelos vestidos que mais me agradam. Quero arriscar e ir com um típico vestido de baile.  A cor que mais me cativa, numa primeira instância, é o bordô. 
   Este seria um dos exemplares. Simples, com um apanhado lateral para dar destaque às costas, e com espaço para apostar em acessórios mais vistosos, algo que me agrada bastante. O preço também, uma vez que é originário da nossa amiga SheIn.
Depois lá pensei que talvez fosse divertido escolher um modelo menos seguro, com que pudesse brincar. E daí a encontrar o conceito de vestido convertível foi um passo! Rendi-me às milhentas possibilidades e fiquei realmente interessada neste modelo da LuLus.com.

O restaurante Nood.

📌 Localização: Largo Rafael Bordalo Pinheiro 20, Lisboa.
Ontem, depois do primeiro e único exame do semestre (que não correu tão bem como esperava - sou exigente!), decidi que merecia uma noite entre amigos. Nada melhor do que a calma de uma terça-feira à noite por Lisboa e um restaurante novo para se experimentar. A minha meta este ano é aventurar-me em novas cozinhas e conhecer a diversidade que abunda a nível de oferta pela nossa Capital. E por isso, combinámos um jantar entre casais num restaurante japonês, que eu até então desconhecia - o NOOD. Talvez já tenham ouvido falar nele! Eu nem tanto, porque confesso que tinha uma tendência para comida chinesa, sendo que apenas me arriscava no sushi em termos de cozinha japonesa. Desde que a minha alimentação se alterou - sou pescetariana (também já li por aí a versão piscatoriana) há um ano - que dou asas a novos sabores. Esta aposta foi acertada porque adorei comer, pela primeira vez, gyozas com recheio de legumes. Sim, eram várias as opções vegetarianas no cardápio! Provei também o meu primeiro Ramen. Não foi propriamente fácil atinar com os pauzinhos e a colher, enquanto mantinha o foco na conversa que se procedia em inglês. Por isso, não sei se este é o melhor Ramen que irei provar, pois não me é possível ter um termo de comparação. Acontece que foi algo que me pareceu ser fácil de reproduzir em casa e que muito bem se enquadraria com a minha rotina diária. Irei certamente tentar e quem sabe não descreva por aqui o resultado deste meu devaneio! Isto promete! Comigo ou sai obra de arte ou vai directo para o caixote do lixo! Mais vale tentar, certo?

Estas foram as minhas opções. Gyozas de legumes e um Ramen de vegetais acompanhado com sangria branca e seguido de um bolo de chocolate com gelado (...). É que apesar de ter engordado um pouco durante o mês de Dezembro, sei que irei facilmente recuperar o meu peso pretendido com a correria em que vivo. Eis, a exemplo: escrevo-vos esta publicação depois de um turno de tarde na unidade de cuidados intensivos, em que não parei sentada, e em menos de quatro horas terei que me levantar para levar a minha mãe ao aeroporto. Logo depois, a regresso, vou abrir o ginásio. Há calorias que aguentem?! Sei que não, mas confesso que ando num queixume desgraçado porque prezo muito as minhas rotinas. Namorar com um viciado em sobremesas é outro problema. Ahah!
Mas vamos lá ao que interessa: a habitual classificação do restaurante, ali mesmo ao lado do teatro da trindade, todo iluminado! Ai, que saudades tenho de ir Teatro! Porque não o faço mais vezes?! - pergunto-me eu!
Localização: 5/5 - Estar localizado no centro de Lisboa é um grande plus, porque permite-nos caminhar um pouco depois da refeição e apreciar o movimento da cidade antes de nos fazermos à estrada. Não foi o caso, porque estava frio, era tarde e preferimos ir para um café-bar perto do panteão nacional para dar continuidade à boa conversa.

Atendimento: 4/5 - Nada tenho a acrescentar, porque esta creio que foi uma noite atípica de tão calma, com poucos clientes. Foram rápidos a servir e sempre simpáticos.

Gastronomia: 4/5 - Ganha pontos pela novidade que gerou para mim. As gyozas conquistaram-me. É uma pena que as fotografias tiradas com o meu telemóvel não transpareçam o quão apetitosas pareciam. Já a taça gigante, cheia de cor do Ramen, deu nas vistas! O bolo de chocolate não foi certamente um dos melhores, mas acredito que as sobremesas não sejam o forte da comida japonesa ou estarei redondamente enganada?

Preço: 4/5 - Poderão consultar os preços aqui, sendo que na minha opinião são preços razoáveis tendo em conta a quantidade fornecida nos pratos principais. Contudo, as entradas são mais caras. Apenas 5 unidades de gyozas, que desaparecem num instante, rondam os seis euros. Se somarem as bebidas, encarece. Já se ficarem por um prato principal é bastante acessível, e a maioria ficará satisfeita.

Decoração: 3/5 - O espaço é simples, com mesas corridas, sem uma separação entre elas. Calculo que em noites movimentadas seja bem mais complicado de gerir o espaço. Não se torna acolhedor e propício a boas conversas, calculo eu.

    Assim, estes programas, sem planos, que surgem de convites espontâneos, são para se repetirem. Nada melhor do que partilhar uma mesa entre amigos, que pretendo que fiquei presentes durante longos anos, ainda que os nossos caminhos estejam prestes a seguir para lados opostos. Nood ficou na minha listagem de locais a regressar. Se o farei tão depressa? 
Talvez não, a ver pela extensão dessa mesma lista, repleta de opções vegetarianas, tais como a cantina do templo hindu!

Se estiverem interessados, aguardem por novos locais e as suas avaliações respectivas. Aceito também sugestões! 🍜

Uma visita ao Santuário de Fátima.

Creio que já aqui tenha referido algo relativamente às minhas não existentes crenças religiosas aquando o Natal. Ainda assim, sou uma pessoa naturalmente curiosa e especificamente sobre tudo o que nos transcende. Sobre o que não tem aparente resposta lógica. Não me tornei numa pessoa que prima pela ciência como se esta fosse a supremacia da razão, desvalorizando o que se desconhece. Deixo uma porta aberta para aquilo que não compreendo. E sempre me recordo de assim ser. Desde muito nova que colocava perguntas sobre Deus, a igreja e tudo quanto eram lendas. Era a criança chata dos porquês que exigia respostas e que ficava frustrada quando não as tinha e os adultos gaguejavam. Recordo-me de pedir à minha mãe que me comprasse uma bíblia quando tinha apenas sete anos. Pensaram que eu talvez quisesse, por vontade própria, fazer a catequese. Não. O que eu queria era instruir-me. E foi assim que decorei o "Pai Nosso", que rezava antes de ir para a cama e falava para o tecto. Achei tudo aquilo meio estranho, mas nunca tal me foi imposto. (...) Em minha casa nunca se falou de religião, nem sequer de catolicismo. Na verdade, nem baptizada sou, o que em muito agradeço aos meus pais. Hoje em dia não acredito na igreja em si. Acredito nas pessoas e na sua fé. No bem que esta lhes faz, seja qual for o Deus a que rezam. Tanto faz. Eu mesma converso com o mesmo tecto desde então e não lhe sei dar um nome, senão a minha consciência. É algo muito pessoal. Entre mim e... Bem, no fundo, não acredito que exista um Ele. Acredito em energias que nos interligam, que explicam a química e sensação de proximidade com algumas pessoas que até nos eram estranhas e a sensação de pertença a um local. Nunca vos aconteceu? Foi com esse espírito que visitei Fátima. Uma década depois. Tinha eu quinze anos quando lá fui. Percorri a praça central a empurrar o carrinho de bebé da minha prima, que agora me ultrapassa em altura e em tamanho de calçado. Assusta-me o tanto que o tempo corre. Lembro-me dos dilemas da altura, que envolviam o primeiro beijo e a guerra interna entre ter as melhores notas possíveis. Lembro-me de reflectir sobre tal e de pensar: "E se eu colocasse uma vela na câmara ardente, o que pedia?". Hoje creio que não tenha resposta para isso. Nem na passagem de ano o faço em modo de desejo. (...) Cai em mim a maturidade de saber que o que vem também vai, por muito duro que tal pareça. Nada vem para ficar. Até nós, nunca estamos no mesmo sítio ou estado. Seguimos e recuamos. Apenas podemos desejar o bem e continuar. Mas para tal não há velas suficientes, a meu ver.
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Entendo quem tenha a necessidade de o fazer, se tal acalmar o seu coração, embora seja um negócio crescente. Eu cá gosto de ir a tudo o que envolva catedrais. Tenho um fascínio sobre a sua construção e reparo em detalhes que provêm do meu gosto por história e por ler. Ken Follett tem sido um dos meus companheiros de mesa de cabeceira. No entanto, o santuário de Fátima cresceu para além disso. Em seu redor, tudo gira em função do milagre de Nossa Senhora. Os habituais terços e recordações são uma presença espectável, mas o que me intrigou foram os nomes dos restaurantes e hotéis circundantes. Coisas como: Santificado prato, Noite Santa, Pomba Branca, entre outros. A surpresa estava no quão diferente a praça estava com espaços renovados, com um museu, memoriais e homenagens. A vinda do papa S. Francisco, que eu tanto admiro pelo seu carácter genuíno, ajudou, tal como sermos presenteados com um dia solarengo neste primeiro dia de inverno e uma luz rosada ao entardecer. O silêncio tranquilizador também foi bem-vindo!

Olá, 2018!

E aqui estamos nós, em mais um ano. Prontos para alinhar objectivos e redefinir metas?
    Não sei o que vos dirá a vossa noção, por si subjectiva, do tempo, mas este último ano não foi um ano que tenha passado a correr, como tão vulgarmente nos lamentamos aqui e acolá. Muito aconteceu no seu durante. Houve meses em que tive vontade de subir às paredes e tudo porque me parecia que custava a passar. Estágios que não gostei assim tanto e outros que me motivaram a querer saber mais. A ser a minha melhor versão. Assim, este novo ano apresenta-se como uma nova oportunidade para seguir este caminho de mudança.
 Há muito que as metas estão traçadas. Em parte, algumas delas já têm o seu plano em acção e outras tantas são demasiado pessoais para que me sinta confortável em partilhá-las. O compromisso é de mim para comigo.
Mas tenho sim objectivos que gostaria de destacar, até porque 2018 será um ano que prevejo ser muito especial. De grandes passos.
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Algumas dessas metas passam por objectivos profissionais, tais como graduar-me e tornar-me enfermeira, ao que se segue o primeiro emprego na área. De preferência em oncologia ou até psiquiatria. Investir no futuro e prosseguir estudos fará sempre parte do plano.
Até tremo com a ideia maluca que tenho em mente. No fundo, acho que já me decidi. Eu realmente não gosto de caminhos fáceis.
Tirar a carta de mota é também um item para traçar da lista, o que pode espantar alguns (Ups, pais!). Gostaria de ter maior mobilidade em Lisboa, pelo que chegar e estacionar seria bem mais fácil em qualquer região central. Vai daí, poderia rentabilizar melhor o tempo e conhecer novos recantos desta capital cada vez mais viva e cultural. Quero ir a novos restaurantes!, inspirar-me e cozinhar mais opções vegetarianas no meu dia-a-dia. Quero também dedicar mais tempo à leitura, aos amigos e família, às viagens pela Europa, e quem sabe não aprenda de vez a tocar viola? Sim, este é um dos meus grandes desejos, por mais tolo que vos pareça (...)! Sou muito musical, canto a toda a hora (caso sério!) e gostava de ser aquela pessoa que num grupo em convívio pega na viola e anima a malta. Gostaria de acampar no Gerês e fazer turismo pedestre, aliado a um estilo de vida menos despojado, sendo que já tenho mais destinos em mente. Gostaria de conseguir ter mais foco no que diz respeito à minha saúde. Sei cuidar dos outros, mas não tanto de mim. E por isso, o ginásio, a dança, as corridas em grupo e pelas redondezas são para ficar, bem como alargar isso a uma vida mais regrada em termos de alimentação (!), sem esquecer a meditação e o yoga, que tenho vindo a desleixar um pouco. No fundo, é estar mais atenta ao que o meu corpo me diz.
Irei propor-me a novos desafios por aqui, sendo um deles o de levar a escrita e a fotografia mais a sério. Quero investir tanto no blogue quanto nestas minhas duas paixões. Sem medos. As ideias são muitas, os projectos também, sendo que alguns já estão no forno.
Uma coisa é certa, tudo se trata de energias positivas, para quem gosta de viajar, de se instruir e de reflectir. Janeiro trará novidades! 💪
Despeço-me com a consciência de que muito mais poderia aqui acrescentar, mas que por prudência prefiro omitir. Há voos e planos que quero muito proteger, não me vá eu desiludir. A vida dá tantas cambalhotas, não é?
 Quais as que vocês gostariam de ver na vossa vida no ano de 2018? Costumam ter objectivos bem delineados ou nem pensam nisso?

Os melhores momentos de 2017.

Sei que o ano está a terminar e com isso é em mim inevitável reflectir sobre o tanto que mudou. 2017 foi o pior e o melhor ano da minha vida. Um ciclo em si mesmo. Começou da pior forma possível: comigo a deixar que o mundo em meu redor não fosse tão bonito quanto ele poderia ser. Permiti que me fizessem sentir menos do que sou (?). Agora sei que jamais alguém poderá ter esse poder em mim, que a maldade existe, o egoísmo também, e que tal poderá provir de quem tu amas. Aprendi que nem sempre amar é suficiente ou basta para se bater com a cabeça na mesma parede, que o amor-próprio é valioso, que sou mais eu quando me encontro nos meus pensamentos, e quando alinho no ir. Apenas ir. Descobri que adoro quem sou, que não faz mal gabar-me das minhas qualidades e gozar com os meus defeitos, que sou a melhor amiga que alguém pode ter, que não há nada melhor que conhecer novos mundos na minha companhia, que não me posso levar tão a sério, que expor o que sinto aproxima quem se identifica verdadeiramente, que a dedicação compensa sempre, que agir com inteligência e secretismo não é sinónimo de frieza, e que sou um coração de manteiga que vivia num cubinho de gelo. Em resumo, este ano foi o ano em que quebrei padrões e me encontrei. E é com uma lágrima no canto do olho que o escrevo, porque não há maior felicidade do que me aperceber que esse encontro desencadeou outros encontros felizes.

1. As manhãs e o tráfico a caminho de Lisboa.    2. As tardes frias na Praia (Janeiro).     3. Viagem a Bremen (Fevereiro).

Mas e se me perguntarem quais os momentos marcantes deste ano? Teria que reflectir um pouco (ou talvez não tão pouco assim), o que resultou na escrita desta publicação, em modo de retrospectiva (...). E estes são os meus textos preferidos de se escrever, no sentido em que gosto do desafio de parar e pensar, para depois se seguir em frente e se fazer melhor. É realmente terapêutico! (...) Assim, creio que posso destacar 5 momentos que fizeram a diferença e que me conduziram a um final de ano repleto de aprendizagens. Sim, é nisso que o meu ano se materializa. Em lições, que jamais esquecerei!