Meu querido Starbucks.

   Recordo-me bem da primeira vez que experimentei um dos cafés do Starbuck. Essa mafia dos cafés que vicia qualquer um que se preze a experimentar os seus lattés e Frappuccinos. Engane-se quem vá a medo, meio perdido, e peça um simples café!.., ainda que seja de grão e com um sabor completamente diferente. Aquilo é água de lavar pratos para o comum português!
  Ora, depois da primeira má experiência, dei por mim a dar-lhe uma segunda tentativa, e mais uma terceira, e outra, e mais uma, até ser recorrente. Viciei-me no café mocha! E logo depois deixei-me levar pelas más influências do meu melhor amigo, e o nosso spot passou a ser o café do Starbuck. Acho que juntos já experimentámos a gama todo do menu. Portanto, aqui me confesso: sou viciada em Starbuck. 
IMG_2466 IMG_2437
A mais recente descoberta foi o Latté de Pumpkin que só está disponível sazonalmente durante o Outono. Mal o provei, arregalei os olhos com a explosão de sabores e facilmente se tornou no meu favorito. Quem diria que abóbora e canela seria uma combinação tão boa num batido? Sou a favor e acreditem que irei testar uma receita inspirada nesta conjugação. Até lá, é verem-me com esta cara de quem queria mais, mas não dá porque é carote. Vamos lá ajustar os preços à realidade portuguesa? Mas se forem como eu, assíduos, sempre podem ter um cartão de sócio ou estar atentos a eventos como este. Compensa! Basta estarem conectados às redes sociais da companhia, porque são muito presentes e interactivos com os seus clientes.
IMG_2448
Também são fãs do Starbuck? Ou consideram-no overrated? Eu cá sou adepta, consumidora regular e é certo que se me querem ver feliz é numa tarde fria de Domingo à beira-rio, algures por Belém, enrolada na minha manta andante, a beber um café quente.
Também sou muito feliz a escrever por aqui, pelo que prometo regressar com mais fotografias e reflexões que me são já características...
Há tanto por partilhar e tão pouco tempo para o fazer! Há, no entanto, coisas que de tão boas, apenas as queremos guardar, com medo de as estragar, como se ser-se feliz fosse impróprio... Uma ofensa para terceiros, quando um sorriso é algo contagiante. Eu cá ando pelas nuvens, com uma paciência de santa para os problemas corriqueiros, porque melhor que encontrar o nosso café preferido é chegarmos à receita ideal por mérito próprio, até que um dos ingredientes se torna no complemento que faz toda a diferença. (Bela metáfora!)

Music Vibes #4

Tenho estado ausente, mais uma vez, das lides da escrita. Motivos? Os mesmos de sempre. A minha vida é uma correria. Ainda assim, tenho conseguido gerir a quantidade avassaladora de trabalho com as folgas do estágio e com a vida social, por entre amigos e afins. Permiti-me a algumas aventuras, a reencontros com o meu passado e a abrir portas à novidade. Uma novidade assustadora, mas que tem sido o meu trevo de quatro folhas. Afinal, é bom deixar a vida acontecer. Sem expectativas e sem regras bobas. É ir e ir... 🍀
"Tu és trevo de quatro folhas, É manhã de Domingo à toa, conversa rara e boa, Pedaço de sonho que me faz querer acordar para a vida. Tu que tem esse abraço casa... " 💬 Posso cantarolar esta música a toda a hora? Posso? Posso? 

Enfermagem não faz de mim uma pessoa melhor.

   Há dias dei por mim sentada no meu quarto durante uns bons minutos, meio perdida. Tinha acabado de acordar, sem saber que horas seriam, ao ponto de nem me conseguir orientar no tempo. Seria de manhã? De tarde? Já tinha vindo do turno? Ou ainda não...? Seria já o dia seguinte? Certamente que em algum momento de cansaço extremo já experimentaram esta sensação (?), quanto muito em estado de ressaca. Acontece que tem sido algo recorrente por aqui devido aos turnos que tenho feito. Sempre afirmei que gosto desta rotina de turnos. Qualquer hora é rentável. O mundo da Enfermagem permite-nos rentabilizar o tempo em qualquer momento. Não é somente um trabalho que terá que esperar pelas 9 horas do dia seguinte. Não! É por isso que cada vez mais gosto de vestir a farda a qualquer hora do dia. No entanto, tudo tem o seu mas. E aqui vos trago o meu desabafo.

O curso de Enfermagem tem sido para mim um mundo de redescoberta e auto-conhecimento pessoal. Abriu-me portas para um futuro que eu nunca idealizei nos mais infindáveis planos de adolescente (...) - aquela miúda que se dedicava aos estudos e ambicionava grandes metas. Significa isto que foi a Enfermagem que me fez mudar as directrizes. Quero agora coisas diferentes. Encontrei a minha vocação, o que aliado à minha personalidade persistente acredito que vá ser sinal de grandes voos, efectivamente, senão literalmente. Contudo, há algo que eu não posso dizer, e que por norma choca um pouco as pessoas em meu redor. Não alinho em falácias e no que é poético de se ouvir só porque sim. Considero, por isso, que...

Enfermagem não me tornou numa pessoa melhor. Mais atenta ao outro.



  Quando o digo sinto que há todo um espanto. Enfermagem tem certamente os seus problemas e lutas próprias, e está também rodeada de inúmeros floreados. (...) Ser-se enfermeiro é socialmente visto como ser-se boa pessoa, bom samaritano, é ser-se prestável e não dizer não. É recorrente perdir-se ajuda ao vizinho enfermeiro para dar aquela injecção. Afinal, não lhe custa nada. Ou um conselho sobre o aleitamento do mais novo. Senti isto pela primeira vez quando ao por conversa com um idoso na rua, este me disse: "Aaah, vê-se mesmo que vai ser Enfermeira! É tão simpática! As pessoas, hoje em dia... nem reparam.". E eu perguntei-me porquê? Sempre fui assim. Sempre existiu em mim esta componente da comunicação e de observar o outro. É algo meu. Não o aprendi num único livro. E acreditem que li muito sobre a visão holística da pessoa segundo cada uma das teóricas de enfermagem. É das primeiras coisas que se ouve na escola. 
Terá sido isso que me moldou a esta minha forma de estar? Eu respondo-vos que não. Enfermagem até certo ponto abre-nos os olhos ao lado mais humano da pessoa, por a encontrarmos em momentos da sua vida de maior fragilidade: a doença, a morte, o parto... 
Dá-nos sim experiência de contacto com realidades diferentes e que de outra forma nos levariam mais tempo a coleccionar enquanto aprendizagem no nosso pequeno percurso de vida. Mas Enfermagem também nos formata. Ao longo do curso aprendemos técnicas, teorias, lemos artigos, fundamentamos, reflectimos e ... depois na prática cada um executa de forma distinta (o que não significa que esteja errado). Em cada estágio alguém nos incute essa forma de estar (a sua) como a certa. Sente-se de perto uma hierarquia presente de estudante, que deverá ser passivo, a orientador que nos diz o que fazer. Tenho encontrado algumas excepções no caminho. Ainda assim, a formatação existe. Aquele método mecanizado do fazer-fazer-fazer. E isto é algo que me dizem em jeito de sabedoria de quem se acha muito mais experiente nestas andanças da vida (e às vezes são até mais novos do que eu - embora a idade não seja indicativo): "Fazes isso assim porque ainda és novata! Faz isto primeiro e depois aquilo. Não podes estar 20 minutos a falar com o cliente (...)". E eu penso cá para com os meus botões que o melhor é não questionar muito e entrar no comboio. Absorver o que há para aprender (e a nossa escola é das melhores do mundo), filtrar os bons exemplos, e seguir caminho, perspectivando a autonomia que terei para gerir os meus cuidados enquanto futura Enfermeira. Há-de chegar o dia em que poderei realmente ser a Ju Enfermeira. A Ju que não se contem... Nem por ter uma farda vestida. Que é autêntica.
E por isso repito: Enfermagem não me tornou uma pessoa melhor. Por vezes omito grande parte de mim, por estar sujeita à apreciação de outro alguém, fechado sobre si. Acredito que um dia isso vá mudar e que jamais irei cair em semelhante erro (?). E como eu anseio por esse momento. Creio que, aí sim, serei melhor Enfermeira do que alguma vez o consegui ser enquanto estudante.
Quanto a ser boa pessoa, isso tem dias. Todos nós o podemos ser, praticando a boa fé e cuidando dos nossos. 
Não é o Enfermeiro privilegiado nessa matéria, somente por ser enfermeiro. Há que ser muito mais. Assim eu penso.
É desta que me chumbam. 😅
Brincadeiras à parte, quero muito partilhar com vocês mais pedaços do meu dia e enfermagem é a peça chave.

O restaurante Las Ficheras.

📌 Localização: Rua dos Remolares, 34, Cais do Sodré, Lisboa.

  Às vezes é ao acaso, sem se planear, que se fazem os melhores encontros. Tenho praticado bastante o "Bora!?". E lá vamos nós, ainda que sem o apetrecho fotográfico a que me faço acompanhar quando tenciono actualizar o blogue com aventuras gastronómicas. Mas não há desculpa para um bom prato, certo? E o telemóvel sempre dá para desenrascar. 
Assim, desta vez o desafio era almoçar no restaurante Las Ficheras, depois das aulas. Pouco ou nada sabia eu sobre o mesmo. Sabia que se tratava de comida mexicana, o que me pareceu bem. Tacos e picante, porque não? Acontece que depois de uma breve pesquisa percebi que este é o restaurante mexicano mais trendy do momento. Talvez as minhas escolhas tivessem sido diferentes ou mais sábias. Quem sabe numa próxima vez prefira petiscar com direito a Guacamole. Como não o pedi? Como? Acho que me distrai com a conversa... Isso é tão Ju! Contudo, ouvi dizer que é um dos melhores que circula por aí.

Quanto ao restaurante em si, confesso que a primeira impressão foi bastante agradável. O espaço em si conquista e percebe-se logo que este é um dos exemplares de que vos falei numa das publicações sobre a diversidade cultural em Lisboa (aqui). Em cada recanto surgem conceitos diferentes de restauração e eu adoro essa realidade. Adoro experimentar comidas originárias de pontos distintos do globo. Quando viajo abro excepções e arrisco-me a comer ingredientes fora da minha zona de conforto, como a carne. Faz parte do processo de se ser um viajante. Conhecer a gastronomia é essencial para o efeito. Não há como ir a Lisboa e não comer um pastel de nata, certo?

Mas o que achei eu do restaurante Las Ficheras?



Localização: 5/5 - O facto de estar centralizado na cidade é um factor a ter em conta. O cais do Sodré torna-se perfeito para quem deseja terminar a refeição e andar um pouco pela zona à beira-rio.
Atendimento: 4/5 - Empregados acessíveis e simpáticos. O restaurante estava vazio a uma segunda-feira ao almoço, pelo que não deu para perceber a rapidez de atendimento e a dinâmica sobre pressão, visto ser recorrente estar a abarrotar;
Gastronomia: 4/5 - Os sabores e o tempero eram realmente interessantes pela diferença. Nunca tinha experimentado uma enchilada, muito menos com espinafres, avelãs e queijo parmesão. Estranhei o sabor por me fazer lembrar a nutella, mas gostei. Ficou-me a faltar os petiscos de batatas com guacamole e uma marguerita de frutas, muito conhecidas e recomendadas no local. Reforço também que são várias as opções vegetarianas!
Preço: 3/5 - Aqui é o ponto que deixa a desejar. Achei os preços muito caros para a quantidade servida. Percebi que as peças de carne vêm em maior quantidade, e que as doses de tacos e enchiladas são pouco satisfatórias. A apresentação do prato não enche a barriga.
Decoração: 5/5  - Este é um espaço diferente, actual, virado para a arte e para o alternativo. Talvez o achem um pouco escuro, mas tal se deve à vibe dentro do dia de los muertos. Há sapatos nas paredes, quadros apelativos, máscaras, mesas com pernas, caveiras... E a casa de banho é um tanto ou quanto creepy a nível de decoração.

  De modo geral, considero que para se ter uma experiência real dos sabores mexicanos aqui há que deixar uma nota preta no mesmo, o que contrasta com a classe que mais o frequenta: jovens adultos!.. No entanto, é um sítio que recomendo e ao qual quero regressar num outro contexto. À noite. Acredito que muitos de vocês já o conheçam? O que acharam? Se não, ficaram curiosos?

Do meu amor pela fotografia.

IMG_2562
O amor pela Fotografia ensinou-me a estar no presente. Sem pressas. Apenas a estar. É por isso que a minha câmara se tornou num prolongamento do meu braço. Quero muito preservar as memórias de momentos únicos. (...) Quem sabe não preserve também as memórias de quem tem outros amores?! O amor de mãe e filha, o de casal, ou até o amor próprio. A fotografia é apenas a via para aquilo que será eterno. Pois a memória fica para sempre. O que foi no agora sempre o será como aconteceu. Não perde valor por isso ou se altera por ser agora diferente. Sim, a fotografia tem-me ensinado a ver a vida com um outro olhar. Mais maduro. A lente tem uma magia qualquer que retira os filtros de quem é o nosso objecto de atenção. E como gosto de conhecer pessoas assim... sem capas. Mas é preciso muito amor pela arte para o conseguir fazer (...)
E agora pergunto, porque o mantenho eu guardado numa caixa? Há uma data de sorrisos e amores por eternizar. Aguardem notícias!